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Execução bancária

Execução bancária e bloqueio de contas: quando a dívida deixa de ser uma cobrança e vira um processo judicial

Receber uma citação é diferente de receber uma ligação de cobrança. Entenda o que analisar no processo, o que discutir em um bloqueio e por que os prazos mudam tudo.

Por Sanssara Advocacia8 min de leitura
Colunas de um edifício de tribunal em estilo clássico

Existe uma diferença enorme entre receber uma ligação de cobrança e receber uma citação judicial.

Quando uma instituição financeira leva determinada dívida ao Judiciário, o problema entra em uma nova fase. Agora existem processo, prazos e possibilidade de utilização de instrumentos judiciais destinados à satisfação do crédito. Ignorar essa mudança pode aumentar significativamente os riscos.

A primeira pergunta é: o que exatamente o banco está cobrando?

Uma defesa começa pela análise integral do processo. É necessário identificar o título utilizado, contrato relacionado, valor executado, memória de cálculo, pagamentos já realizados, garantias existentes e estágio processual.

Também é necessário verificar se existem questões processuais ou materiais que possam ser discutidas.

E quando existe pedido de bloqueio?

Em execuções, podem existir medidas destinadas à localização e constrição de ativos. Porém, encontrar dinheiro em uma conta não significa necessariamente que, em qualquer situação, aquele valor poderá permanecer definitivamente bloqueado.

A origem e a natureza dos recursos podem ser juridicamente relevantes. É por isso que documentos são fundamentais:

  • Extratos
  • Comprovantes de salário
  • Benefícios
  • Origem de transferências
  • Documentos relacionados às contas atingidas
Uma defesa patrimonial precisa demonstrar fatos.

O problema aumenta quando existem vários bancos cobrando simultaneamente

Uma pessoa pode possuir:

  • Banco A — execução em andamento.
  • Banco B — dívida vencida ainda não judicializada.
  • Banco C — financiamento com garantia.
  • Banco D — oportunidade de negociação.
  • Banco E — empréstimo comprometendo mensalmente sua renda.

Defender apenas o processo do Banco A pode resolver uma urgência, mas não necessariamente resolver o problema financeiro global. É justamente nesse cenário que a defesa em execução pode precisar ser integrada ao Gerenciamento de Passivo Bancário Pessoal.

Não ignore uma citação

Processos possuem prazos. Quanto mais cedo a documentação for analisada, mais cedo será possível identificar quais instrumentos processuais estão disponíveis naquela situação concreta.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise individual do seu caso por um advogado. Publicado por Lituan Sanssara Advocacia.

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